Alcachofra


Alcachofra
Alcachofra

Ao prepararmos um prato a base de alcachofras, dificilmente nos vem à mente o fato de que estamos lidando, na verdade, com uma flor. Mais precisamente, uma inflorescência, como a do girassol.

Pertencente à grande família Compositae, que reúne as flores chamadas compostas, a alcachofra é parente de famosas e clássicas flores como a margarida, dália, crisântemo e gérbera. Embora tenha se consagrado na culinária, a alcachofra, cujo nome científico é Cynara scolymus, é uma flor de rara beleza, ainda pouco explorada quanto ao seu uso ornamental.

Originária da região do Mediterrâneo, a alcachofra foi cultivada por muitos séculos por suas propriedades medicinais. Acredita-se que seu uso na culinária tenha sido introduzido pelos antigos gregos e romanos.

A alcachofra que consumimos é, na verdade, uma inflorescência imatura. Antes que a floração se complete, a flor é colhida e preparada para o uso culinário. Por este motivo, raramente temos o prazer de apreciar a exótica flor púrpura, repleta de delicados filamentos azulados, frequentemente confundidos com pétalas. Estas estruturas são, na verdade, as brácteas das numerosas flores que compõem a alcachofra.

Introduzida no Brasil pelos imigrantes europeus, principalmente italianos, durante o século XIX, a alcachofra chegou a ser bastante utilizada no paisagismo dos jardins brasileiros da época. Menos popular nos dias atuais, esta exótica flor ainda confere beleza e sofisticação a criativos arranjos florais, podendo ser utilizada fresca ou desidratada. Juntamente com as flores de alho e de cenoura, a alcachofra faz parte de uma tendência de se utilizar flores de alimentos como parte da decoração, trazendo originalidade à composição final.